Depeche Mode – Black Celebration (1986)

Gênero: Dark Wave / Synthpop
Formação: David Gahan (vocal), Martin L. Gore (vocal e teclado), Andrew Fletcher (baixo) e Vince Clark (teclado)
Sim, Depeche Mode é uma banda pop. Mas não é uma banda pop qualquer. É uma das melhores bandas pop que existem (ou seja, é boa) e, se você é capaz de gostar de um pop bem feito, deve gostar desse aqui. Black Celebration é meu álbum preferido deles, e na minha opinião o melhor. Melhor que o Violator, que é uma unanimidade entre fãs e crítica.
Mas vamos ao Black Celebration: primeiramente, esse foi o álbum que serviu de um largo passo adiante na definição do que seria o Depeche Mode e sua influência não só para a música pop, como também para a formação do Gothic Rock. As melodias e letras dramáticas ou depressivas foram um marco do estilo conhecido como Dark Wave (new wave versão “sombria”).
A faixa-título abre o CD com uma excelente introdução de teclado, que já dá o clima sombrio do release. Trata-se não só da melhor música do álbum, mas uma das melhores do Depeche Mode (infelizmente eles pouco a tocam ao vivo).
“Fly On the Widescreen” tem uma introdução cheia de efeitos à la “hip hop”, mas passa bem longe (ainda bem) do estilo. Bem criativa e com um bom refrão.
“A Question of Lust” é uma balada bonita e de tom melancólico. Uma das melhores do Depeche Mode.
Porém a melhor balada vem em seguida: “Sometimes”, com um piano bonito ao fundo, e corais e vozes cantando juntas e se sobrepondo, lembrando algo que poderia ter sido feito pelo Queen. Genial!
“It Doesn’t Matter Two” é uma das mais criativas e estranhas. Ao fundo da música os teclados parecem algum cântico tribal ou algo do tipo, com melodias vocais suaves por cima.
“A Question of Time” é uma das duas músicas mais animadas do álbum. O que mais chama atenção é o boa introdução e o riff de teclado que se repete ao longo da música. Fora isso, nada além de uma boa música.
“Stripped” é mais uma música lenta, mais sombria que “A Question of Lust”. À parte das melodias e letra, chama muito atenção o belo solo de teclado (vale aqui a recomendação do cover de “Stripped” pelo Rammstein, pesado e ainda mais sombrio que a original).
“Here Is The House” tem um dos melhores instrumentais do álbum. Nos minutos finais da música, usa-se efeitos de eco e outras vozes cantando e cantarolando junto, o que dá uma maior beleza na canção.
“World Full of Nothing” seria uma das mais fracas do álbum, se não fosse pelos ótimos teclados nos primeiros segundos de música e a orquestra pizzicato ao fundo, que dá um toque bem especial.
“Dressed In Black” é uma das melhores do CD, com um ritmo de marcha, teclados pomposos e bela melodia.
“New Dress” é a mais fraca do álbum, recheada de toques eletrônicos. Mas ainda assim tem uma boa melodia e um bom refrão.
“But Not Tonight” é uma faixa que injustamente só foi lançada nos EUA. Ela tem uma das melhores introduções, e segue com teclados fazendo sons parecidos com (ou de) marimba. Além disso, a letra e o clima da música são bem empolgantes e estimulam e animam quem quer “dar a volta por cima”.
Depois dessa análise razoalvemente detalhada, recomendo Black Celebration para fãs de Depeche Mode, tecladistas, fãs de música pop e góticos. Ou melhor, não só para esses, mas para quem gosta de boa música, independete do estilo.
Black Celebration é um álbum simples, bonito, que chama a atenção pelas belas melodias e letras bem feitas, além da criatividade. Não vou dar nota a esse álbum como se estivesse ouvindo um CD de metal. Então não estranhem a nota, pois esse aqui é um ápice para o Pop. Nota: 10
Formação, da esquerda para a direita: Daita (guitarra solo), Natin (baixo), Hideki (vocal), Junji (bateria) e Kazuma (guitarra base).
Gênero: Rock Progressivo / Hard Rock / Rock

Gênero: Heavy / Power Metal