sexta-feira, 11 de julho de 2008

Depeche Mode - Black Celebration (Review)

Trago minha opinião sobre um álbum do qual sempre quis falar:

Depeche Mode – Black Celebration (1986)


Gênero: Dark Wave / Synthpop
Formação: David Gahan (vocal), Martin L. Gore (vocal e teclado), Andrew Fletcher (baixo) e Vince Clark (teclado)

Sim, Depeche Mode é uma banda pop. Mas não é uma banda pop qualquer. É uma das melhores bandas pop que existem (ou seja, é boa) e, se você é capaz de gostar de um pop bem feito, deve gostar desse aqui. Black Celebration é meu álbum preferido deles, e na minha opinião o melhor. Melhor que o Violator, que é uma unanimidade entre fãs e crítica.
Mas vamos ao Black Celebration: primeiramente, esse foi o álbum que serviu de um largo passo adiante na definição do que seria o Depeche Mode e sua influência não só para a música pop, como também para a formação do Gothic Rock. As melodias e letras dramáticas ou depressivas foram um marco do estilo conhecido como Dark Wave (new wave versão “sombria”).

A faixa-título abre o CD com uma excelente introdução de teclado, que já dá o clima sombrio do release. Trata-se não só da melhor música do álbum, mas uma das melhores do Depeche Mode (infelizmente eles pouco a tocam ao vivo).

“Fly On the Widescreen” tem uma introdução cheia de efeitos à la “hip hop”, mas passa bem longe (ainda bem) do estilo. Bem criativa e com um bom refrão.

“A Question of Lust” é uma balada bonita e de tom melancólico. Uma das melhores do Depeche Mode.

Porém a melhor balada vem em seguida: “Sometimes”, com um piano bonito ao fundo, e corais e vozes cantando juntas e se sobrepondo, lembrando algo que poderia ter sido feito pelo Queen. Genial!

“It Doesn’t Matter Two” é uma das mais criativas e estranhas. Ao fundo da música os teclados parecem algum cântico tribal ou algo do tipo, com melodias vocais suaves por cima.

“A Question of Time” é uma das duas músicas mais animadas do álbum. O que mais chama atenção é o boa introdução e o riff de teclado que se repete ao longo da música. Fora isso, nada além de uma boa música.

“Stripped” é mais uma música lenta, mais sombria que “A Question of Lust”. À parte das melodias e letra, chama muito atenção o belo solo de teclado (vale aqui a recomendação do cover de “Stripped” pelo Rammstein, pesado e ainda mais sombrio que a original).

“Here Is The House” tem um dos melhores instrumentais do álbum. Nos minutos finais da música, usa-se efeitos de eco e outras vozes cantando e cantarolando junto, o que dá uma maior beleza na canção.

“World Full of Nothing” seria uma das mais fracas do álbum, se não fosse pelos ótimos teclados nos primeiros segundos de música e a orquestra pizzicato ao fundo, que dá um toque bem especial.

“Dressed In Black” é uma das melhores do CD, com um ritmo de marcha, teclados pomposos e bela melodia.

“New Dress” é a mais fraca do álbum, recheada de toques eletrônicos. Mas ainda assim tem uma boa melodia e um bom refrão.

“But Not Tonight” é uma faixa que injustamente só foi lançada nos EUA. Ela tem uma das melhores introduções, e segue com teclados fazendo sons parecidos com (ou de) marimba. Além disso, a letra e o clima da música são bem empolgantes e estimulam e animam quem quer “dar a volta por cima”.

Depois dessa análise razoalvemente detalhada, recomendo Black Celebration para fãs de Depeche Mode, tecladistas, fãs de música pop e góticos. Ou melhor, não só para esses, mas para quem gosta de boa música, independete do estilo.
Black Celebration é um álbum simples, bonito, que chama a atenção pelas belas melodias e letras bem feitas, além da criatividade. Não vou dar nota a esse álbum como se estivesse ouvindo um CD de metal. Então não estranhem a nota, pois esse aqui é um ápice para o Pop. Nota: 10

terça-feira, 8 de julho de 2008

Guitar Heroes: Jeff Beck

Nova proposta, guitarristas! Nessas matérias estarei postando informações de grandes guitarristas, começando com um estouro: Jeff Beck



Nome Completo: Geoffrey Arnold Beck
Data de Nascimento: 24 de Junho de 1944 (64 anos)

Grande Jeff, já ganhou o Grammy 4 vezes, por Melhor Performance de Rock Instrumental. Nunca alcançou o patamar de sucesso de seus outros dois "parceiros" de banda: Eric Clapton e Jimmy Page, mas em técnica Jeff Beck não deixa a desejar. Uma característica de seu trabalho é que ele nunca para em um mesmo estilo de música, encontramos em seu repertório: Blues Rock, Hard Rock, Heavy Metal, Jazz e atualmente Eletronica.
Muito exigente, repetia as gravações várias vezes, só parando quando acreditava que tinha dado seu melhor. Mesmo depois de terminadas as gravações, Jeff ligava para seu produtor dizendo que podia fazer melhor e já iam para o estúdio. Talvez focado demais, Beck já recebeu uma resposta do tipo: "me desculpe Jeff, mas o álbum ja está nas lojas!"

-Biografia-

Quando pequeno, Jeff cantava no coral de uma igreja. Quando adolescente aprendeu a tocar numa guitarra emprestada, e então tentou fazer várias outras ele mesmo (nunca conseguiu). Beck cita Les Paul como o primeiro guitarrista que o surpreendeu. Terminando a escola, Beck entrou no Colégio de Arte de Wimbledon, e trabalhou brevemente como pintor e decorador. Também trabalhou num campo de golfe e como pintor de carros (com spray).

Sua irmã foi de grande ajuda em sua carreira, apresentando-o a ninguém menos que Jimmy Page, que logo o recomendou para os Yardbirds com a saída de Eric Clapton. Nessa época Beck foi pioneiro em várias técnicas de guitarra, como o uso de "feedback", distorção pesada e solos complexos. O crítico Richie Unterberger fez um comentário sobre isso: Mesmo que só tenha passado 18 meses com os Yardbirds, Jeff influenciou o som das guitarras de rock nos anos 60 mais do que qualquer um exceto Jimi Hendrix.

Sua saída dos Yardbirds foi devido (ou não) a problemas de sáude, mas Jimmy Page nos conta que o médico foi só uma desculpa, e que a verdade ele estava saindo por causa de sua namorada, Mary Hughes.

Quando os Yardbirds entraram no Hall da Fama do Rock, em 1992, Jeff explodiu na cerimônia com a frase: Disseram-me que eu deveria estar orgulho esta noite, mas não estou, porque eles me chutaram da banda! Que se fodam! (risos).

Seguiu com sua própria banda The Jeff Beck Group, e depois Beck, Bogert & Appice para então embarcar numa carreira solo. Gravou vários álbuns nessa época.

-Técnica e Equipamento-

Jeff Beck não depende de muitos efeitos eletrônicos, e parou de usar regularmente uma palheta nos anos 80, pois sua técnica envolve o uso de seus dedos em conjunto com a alavanca de distorção, criando sons muito variados. Eric Clapton uma vez disse: Com o Jeff, é tudo nos seus dedos.

Beck utiliza Stratocasters, Les Pauls e Telecasters. Nos Yardbirds, também usou uma Esquire. Seus amplificadores são Fender ou Marshall.

-Curiosidades-

Quando não está em turnês ou gravando, Jeff raramente toca guitarra. Prefere passar o tempo trabalhando em seus Jaguars ou construindo Hot Rods (carros envenenados), dos quais é colecionador.

É vegetariano.

Já apareceu em vários filmes.

Músicas de Destaque (entre outras):
* Cause We've Ended as Lovers, do Álbum Blow by Blow
* Goodbye Pork Pie Hat do Álbum Wired
* Where Were You do Álbum Guitar Shop
* Freeway Jam do Álbum Live with Jam Hammer Group
* Blue Wind do Álbum Wired

Discografia

Jeff Beck Group:

* Truth – 1968 #15 US
* Beck-Ola – 1969 #15 US
* Rough and Ready – 1971 #46 US
* Jeff Beck Group - 1972 #19 US

Beck, Bogert & Appice

* Beck, Bogert & Appice - 1973
* Beck, Bogert & Appice Live in Japan - 1974

Solo:

* Hi Ho Silver Lining / Beck's Bolero - 1967 single
* Tallyman (song) / Rock My Plimsoul - 1967 single
* Love Is Blue / I've Been Drinking - 1967 single
* Blow by Blow – 1975 #4 US
* Wired – 1976 #16 US
* Jeff Beck With the Jan Hammer Group Live – 1977 #23 US
* There and Back – 1980 #21 US
* Flash – 1985 #42 US (Vencedor 1986 Grammy Award: Best Rock Instrumental Performance)
* Jeff Beck's Guitar Shop – 1989 #49 US (Vencedor 1990 Grammy Award: Best Rock Instrumental Performance)
* Jeff Beck & Jed Leiber - Frankie's House - 1992 (Trilha-sonora)
* Who Else! – 1999 #99 US
* You Had It Coming – 2001 #110 US
* Jeff – 2003
* Live At BB King Blues Club - 2006 (gravado em 09/10/2003; vendido originalmente apenas na loja online da Sony em 2004)
* Official Bootleg USA'06 (vendido originalmente no site de Jeff Beck)

Big Town Playboys:

* Crazy Legs - 1993

Compilations:

* Beckology - 1991
* Best of Beck - 1995

Sites (em inglês):
http://www.jeffbeckmusic.com/
http://www.jeffbeck.com/
http://www.imdb.com/name/nm0065169/

Black Sabbath com Ian Gillan: Os Esquecidos - Parte 2

Black Sabbath foi, provavelmente, a banda pioneira do heavy metal (eu sei que temos também Blue Cheer, mas geralmente o Sabbath é a banda creditada como a primeira). Pelo posto de vocalista da banda, passaram Ozzy Osbourne, Ronnie James Dio (os dois mais conhecidos, enquanto vocalistas do Sabbath), Tony Martin, Glenn Hughes (como vocalista do Black Sabbath featuring Tony Iommi) e ... Ian Gillan! Sim! O vocalista do Deep Purple já fez parte do Black Sabbath, em apenas um álbum (Bon Again). Não é muita gente que sabe disso, e a maioria que sabe, não gostou nada da curta passagem de Gillan pelos vocais do Sabbath.
Agora aqui vem minha opinião sobre isso:



Black Sabbath com Ian Gillan
A bizarra capa do álbum Born Again (1983)


Gênero: Heavy Metal/Hard Rock
Formação: Ian Gillan (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria)

A entrada do vocalista Ian Gillan (Deep Purple) para o Black Sabbath em 1983 pode ser considerado um dos momentos mais estranhos e ao mesmo tempo legais do rock. A parceria durou pouco tempo, pois em 1984, Gillan deixou o Sabbath e voltou a integrar o Deep Purple.
Inicialmente, esta parceria formaria uma banda com outro nome, mas pressões da gravadora fizeram com que eles usassem o nome Black Sabbath. Gillan e a banda lançaram juntos o álbum Born Again, motivo de críticas negativas por boa parte de críticos e fãs, que acharam que o estilo mais cômico de Ian Gillan não se enquadrava com o estilo mais “dark” do Sabbath.
Por outro lado, se ouvir com cuidado e não comparar inevitavelmente com as fases Ozzy e Dio, é possível que fãs do Black Sabbath gostem desse álbum.
Os pontos altos são a balada Born Again e as mais pesadas Trashed e Zero The Hero. Essas 3 tendo um toque mais próximo do Sabbath (embora a parte vocal de Zero The Hero seja bem hard rock). Já Digital Bitch, Hot Line e Keep It Warm são boas canções que seguem uma linha hard rock, o que pode desagradar a maioria dos fãs do Sabbath.
As faixas instrumentais Stonehenge e The Dark, embora boas, não acrescentam muito ao álbum e servem apenas como abertura para outras músicas.
Ouça o álbum com mente e ouvidos abertos. E como trata-se de um review de um álbum, aí vai uma ... Nota: 9,0

PS1: A capa do álbum é bastante feia, hein? PS2: A performance do ex-vocalista do Deep Purple é não só boa, como também exagerada. Ian Gillan força bastante a voz, com agudos estridentes, especialmente em “Trashed”. Dizem os fãs do Purple que Gillan gastou quase toda sua voz no álbum Born Again, e pouco lhe sobrou para cantar na sua turnê de retorno ao Deep Purple.
PS3: Ian Gillan, Tony Iommi e os demais músicos do Sabbath envolvidos no projeto alegam que o CD foi um engano, e não escondem odiá-lo (quem sabe eles secretamente não gostem ...)PS4: Quem quiser conferir a música Trashed: http://www.youtube.com/watch?v=jBi7XvJKlMo

Mais informações: http://whiplash.net/materias/poeira/000328-blacksabbath.html http://whiplash.net/materias/injusticados/060626-blacksabbath.html

Comentem =D

E me recuso a justificar meus textos =P

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Siam Shade: Os esquecidos - Parte 1

Começo hoje minha seção chamada de: “Os Esquecidos”. Aqui tratarei de bandas relativamente desconhecidas, ou que não fizeram o sucesso que poderiam, ou ainda que não atingiram grupos ou tribos que certamente agradariam. Hoje começo com uma banda do cenário j-rock (rock japonês). Inicialmente, quero dizer que j-rock não é estilo musical. É apenas uma denominação para as bandas que integram a vasta cena do rock no Japão (apesar de que algumas bandas de rock japonesas de fato mantêm certa indentidade entre si).
Siam Shade, em termos ocidentais, pode ser considerada uma banda de Hard Rock. Nos anos 80, ou com um pouco mais de divulgação certa afora, eles poderiam expandir seu sucesso para além do Japão ...

Siam Shade

Formação, da esquerda para a direita: Daita (guitarra solo), Natin (baixo), Hideki (vocal), Junji (bateria) e Kazuma (guitarra base).

Gênero: Hard Rock

No Japão, o Siam Shade conseguiu um bom sucesso e, após realizarem seu sonho de tocar no Budokan, maior palco do país, eles se separaram. É interessante como uma banda de tanto potencial pode injustiçar a si mesmos, achando que não poderiam mais crescer. Por outro lado, é inegável a personalidade e seriedade da banda, que desenhou uma meta e se deu por satisfeita quando cumpriu.
Aqui no Brasil, a banda tem uma razoável quantidade de fãs entre o público de j-rock.
Eles são conhecidos especialmente pela sua música 1/3 Janjou na Kanjou, um dos encerramentos do famoso anime Rurouni Kenshin (Samurai X). Mas sua música vai além dessa bela balada. Notadamente inclinados para uma sonoridade mais agradável e menos agressiva/pesada, o grupo destaca-se pela qualidade musical de seus membros, especialmente o guitar virtuoso Daita, que faz riffs e sola extremamente bem. Aliás, corre pela Internet de que Daita participou de concerto do G3 (mas não integrando o time dos 3 guitarristas), convidado por John Petrucci. No entanto não acho informações oficiais disso =/
Voltando ao Siam Shade: embora as músicas bonitas e de conteúdo mais melodioso sejam as de maior sucesso, eles também exploram terrenos menos populares, como o heavy metal e o progressivo (especialmente nas músicas instrumentais). Ainda sobra tempo e criatividade para flertar com elementos diferentes, como funk, hip hop e música eletrônica.
Siam Shade é uma banda que não revoluciona, mas acrescenta muito ao rock pesado e a boa música.
Músicas recomendadas, cobrindo cada face da banda:

Hard rock: Passion – Glacial Love – Setsunasa yori mo tooku he – 1999 – RISK

Metal: No! Marionette – D.Z.I.
Alternativas: Black – Why Not? – Dreamless World – Adrenalin
Instrumental progressivo: Virtuoso
Balada: Tears I Cried – 1/3 Janjou na Kanjou



Mais informações, além de músicas: www.lastfm.com.br/music/Siam+Shade

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Mais 6 reviews, e aqui termino minha parte de reviews de releases de 2007-2008!

Amanhã trago alguma novidade legal para vocês =D



Ozzy Osbourne – Black Rain (2007)


Gênero: Heavy Metal
Formação: Ozzy Osbourne (vocal), Zakk Wylde (guitarra e teclados), Rob Nicholson (baixo) e Mike Bordin (bateria)

Ozzy depois de 6 anos sem músicas inéditas, lança Black Rain, que assustou os fãs headbangers mais hardcore. O som feito pela banda de Ozzy está mais pesado e moderno, com direito inclusive a influência de rock industrial, que gera algumas passagens de efeitos eletrônicos (muito bem utilizados). A guitarra de Zakk Wylde e o conjunto do som lembram Black Label Society (banda de Zakk). Além disso, o guitarrista não só explora suas habilidades na guitarra, como também utiliza-se de teclado e piano em vários momentos das músicas, incluindo solos de teclado que substituem os de guitarra.
Destaque para as pesadas Not Going Away, I Don’t Want Stop e Black Rain (as 3 primeiras músicas do album). E as baladas Lay Your World On Me e Here For You.
No geral, a modernização apresentada no álbum agrada, e Ozzy soube modernizar sua carreira solo sem com isso se perder e lançar um disco direcionado aos fãs modinha “mamãe quero ser metaleiro”. Que bom seria que Black Rain servisse de lição para as bandas moderninhas que aparecem na MTV. Nota: 8,0

Rush – Snakes and Arrows (2007)

Gênero: Rock Progressivo / Hard Rock / Rock
Formação: Geddy Lee (vocal, baixo e teclado), Alex Lifeson (guitarra e violão) e Neil Peart (bateria)

Rush é uma das maiores bandas da história do rock. Em seu novo CD, eles procuram uma abordagem mais “rock” e menos progressiva, característica essa última que tornou o Rush uma das bandas mais influentes e respeitadas.
Todo o álbum é bem equilibrado e agradável, com grande uso de violão e o uso razoável de teclado.
As melhores músicas do álbum são as instrumentais, como“The Main Monkey Business” e “Malignant Narcissism”, ambas remetem o lado mais progressivo da banda. A faixa “Hope” é outro instrumental bem interessante, onde o violão toma um papel principal.
Dentre as músicas cantadas, a mais atrativa para mim foi “Spindrift” (com um clima meio sombrio em algumas passagens do instrumental).
Álbum que pode decepcionar um pouquinho aqueles esperavam alguma coisa mais prog, mas que não vai deixar de agradar os fãs de um rock bem feito e bem tocado. Nota: 7,5

Nightwish – Dark Passion Play (2007)

Gênero: Symphonic Power Metal
Formação: Anette Olzon (vocalista), Emppu Vuorinen (guitarra), Marco Hietala (baixista e vocalista), Toumas Holopainen (teclados e piano) e Jukka Nevalainen (bateria)

Quando uma banda underground torna-se mainstream, há sempre aquele receio de que, no intuito de atingir um público maior, a banda siga caminhos mais pop e enquadrados na moda musical atual.
Esse medo não se confirmou com o Nightwish. A banda de filandeses soube bem usar o dinheiro que ganhou nos álbuns anteriores e investiu pesado na produção desse aqui, contratando (como no anterior Once) a London Philarmonic Orchestra e Metro Voice Choir (coral).
Outro ponto que preocupava (ou ainda preocupa) os fãs era a mudança de vocalista. Tarja Turunen, de voz operística, foi substituída por Anette Olzon, de voz de apelo mais pop. Cada qual tem sua preferência, mas de fato a mudança funcionou bem no álbum. Aliás, Dark Passion Play funciona muito bem.
A Orquestra Filarmônica de Londres (aparentemente completa, ou quase) faz uma participação impecável no álbum, dando o clima épico e dramático às músicas. O coral também foi muito bem aplicado, especialmente na primeira faixa, “The Poet and The Pendulum” (o ponto alto do álbum, do ponto de vista da musicalidade).
Outras faixas que chamam atenção são “Amaranth”, “Bye Bye Beautiful”, “Candence of Her Last Breathe”, “Whoever Brings The Night” e “The Islander” (essa última um meio folk pop rock).
Por outro lado, a faixa mais interessante e inesperada é “Master Passion Greed”, música mais pesada do Nightwish, com influência no thrash metal e vocais rasgados de Marco Hietala.
Individualmente, os membros da banda não impressionam (com exceção do tecladista Toumas Holopainen). Mas juntos, todos os membros soam muito bem, como se fossem integrantes de uma orquestra. E nesse álbum de fato o são.
Vale a pena ouvir, fã de metal (mente aberta) ou não. Nota: 9,5


Helloween – Gambling with the Devil (2007)

Gênero: Power Metal
Formação: Andi Deris (vocal), Michael Weikath e Sascha Gerstner (guitarras), Markus Grosskopf (baixo) e Dani Löble (bateria)

Gambling with the Devil é o típico álbum de alto nível do Helloween. Power Metal muito bem feito, melódico, com duelos de guitarra e tudo mais. E por falar em melódico, esse CD aqui traz um uso bem maior de teclado do que geralmente se utiliza a banda.
Além disso, Helloween explora muito bem seu lado mais pesado e agressivo em “Kill It”, faixa na qual Andi Deris usa bastante a sua garganta.
As demais faixas Power Metal que se destacam (só que menos agressivas) são “The Saints”, “Paint A New World” e “The Bells of The Seven Hells”.
Não falta também aquelas músicas mais hard rock (“I.M.E.”) “happy metal, happy Helloween” (“Can Do It”).
Para fãs de Helloween e metal melódico. Nota: 9,0

Saxon – The Inner Sanctum (2007)

Gênero: Heavy / Power Metal
Formação: Biff Byford (vocal), Paul Quinn e Doug Scarret (guitarras), Nibbs Carter (baixo) e Nigel Glockler (bateria e teclados)

Outro dia eu estava olhando os lançamentos heavy metal de 2007 e me dei conta que eu havia me esquecido do novo álbum do Saxon! Pois bem, encontrei-o no Rádio UOL (é, qualidade de som baixa, mas dá para ouvir legal) e aqui venho comentá-lo.
A princípio, nas 3 primeiras músicas, The Inner Sanctum deve espantar quem só conhece a fase anos 80 da banda. É o meu caso. Não sei exatamente quanto e por quanto tempo se deu essa mudança no som da banda. Nos anos 80 eles variavam do que chamo de “metal rock n’ roll” para um heavy metal mais rápido e agressivo. Hoje eles não só tocam Heavy Metal mais tradicional, como também passaram a fazer Power Metal (State of Grace, Need For Speed e Let Me Feel The Power, Atila the Hun), o estilo mais popular entre headbangers atualmente.
Por outro lado, as demais músicas trazem um estilo mais semelhante ao Saxon antigo, como I Have to Rock (to Stay Alive), If I Was You e Going Nowhere Fast.
Saxon soube bem conciliar o Heavy Metal Clássico ao Power Metal. Vale a pena ouvir. Nota: 8,5

X Japan – I.V. (2008)

Gênero: Heavy Metal
Formação: Toshi (vocal), Pata (guitarra), Heath (baixo) e Yoshiki (bateria e piano)

I.V. trata-se de um single virtual, e não de um álbum ou EP. O single conta com uma única música, que dá título ao realease, e foi realizada na volta do X Japan à ativa depois de 10 anos. A nova música foi utilizada como encerramento para o filme Jogos Mortais 4.
I.V. inicia-se com vozes retiradas do filme, e logo em seguida um dedilhado piano com velocidade crescente dá o clima à introdução. A banda entra, acompanhada por orquestrações, e logo chama atenção por estar mais pesada que o convencional para o X.
Até praticamente metade da música, I.V. trata-se de um metal moderno, com ritmo menos acelerado. No entanto, mais adiante a orquestra de fundo ganha dramaticidade, a música ganha mais emoção e logo temos uma balada característica do X Japan. Também há a presença do piano bem elaborado e arpejado de Yoshiki.
A música só deixa a desejar no solo de guitarra. Foram usadas para o solo antigas gravações de guitarra cheia de efeitos do falecido hide (membro do X Japan) que soam meio sem nexo com relação ao resto da música. Inclusive, a base pesada em algum momentos sobrepõe a guitarra solo. Nota: 9,0

Comentem!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

6 Reviews pra vocês! Whitesnake, Dream Theater, Dr. Sin, Manowar, Megadeth e finalmente Scorpions!

Whitesnake - Good to be Bad



Gênero: Heavy Metal/Rock Progressivo
Formação: David Coverdale - Vocais, Doug Aldrich - Guitarra Principal, Reb Beach - Guitarra, Timothy Drury - Teclados, Uriah Duffy - Baixo, Chris Frazier - Bateria

Depois de 11 anos sem lançar álbuns com inéditas, o Whitesnake finalmente voltou a inovar com Good to be Bad. Continuando com as letras românticas, e a mesma qualidade músical desse gigante do metal, o álbum apresenta arranjos bem harmonizados com o estilo 'Whitesnake', pesados, mesmo assim bonitos (principalmente os solos).
Destaques vão para a faixa título, que representa o lado pesado do CD, e Summer Rain, em minha opinião a melhor da parte calma de Good to be Bad
Uma curiosidade é que começa num metal bem forte para terminar suave, de Best Years até 'Til the End of Time, nesta última estando presente o som de um violão. Todos os membros ainda fazem um metal de primeira, mesmo depois de tanto tempo.
Recomendado até a quem não gosta de metal, um ótimo trabalho pra recomeçar as inéditas. Nota: 9,5

Dream Theater - Systematic Chaos



Gênero: Metal Progressivo
Formação: James LaBrie - Vocais, John Petrucci - Guitarra, Jordan Rudess - Teclados, John Myung - Baixo, Mike Portnoy - Baterista

O 9º álbum do Teatro dos Sonhos não deixa a desejar em relação aos outros, mostrando que o DT ainda tem técnica de sobra. Bem ao estilo progressivo, com arranjos trabalhados e complexos, todas as músicas tem mais de 5 minutos, chegando a marca de 16 minutos numa única música, no entanto o relógio não é o problema, cada segundo de música conta quando se trata deste grande Teatro.
A harmonia e técnica de seus membros é impressionante, especialmente Petrucci e Rudess, que cobriu a brecha deixada por Derek Sherinian muito bem.
Peculiaridade do álbum: A faixa "Repentance" dá continuidade à saga dos Alcoólicos Anônimos de Mike Portnoy, iniciada no álbum Six Degrees of Inner Turbulence, com a faixa "The Glass Prison". Recomendado pra quem quer conhecer o estilo dessa ótima banda
Nota: 8,7

Dr. Sin - Bravo



Gênero: Hard Rock/Rock Progressivo
Formação: Andria Busic - Baixo e Vocal, Ivan Busic - Bateria e Vocal, Eduardo Ardanuy - Guitarra

O 6º Álbum do Dr. Sin, um das maiores bandas de Hard Rock do Brasil, dessa vez mais pesado do que antes, no entanto sem perder o estilo Dr. Sin. Destaque para as músicas Welcome to the Show, Hail Caesar e Celebration Song. Ouvindo atentamente a última, nota-se uma assemelhação com Led Zeppelin (!). Nos contras vem o fato da guitarra de Ardanuy estar um pouco mais fraca que nos álbuns anteriores (como Brutal) mas ainda assim fizeram um trabalho muito bom em Bravo. A mudança de peso não foi tão bem aceita por mim, mas ouvindo com mais calma percebi que o Dr. Sin mandou muito bem.
Nota: 9

Manowar - Gods of War



Gêneros: Power Metal; Symphonic Metal; Heavy Metal
Formação: Joey DeMaio - Baixo; Eric Adams - Vocal; Karl Logan - Guitarrista; Scott Columbus - Bateria

Hail and Kill! Manowar continua sua obra em nome de Odin, literalmente. Gods of War é o primeiro de uma série de álbuns que se dedica aos deuses da mitologia nórdica. Escolheram começar com um estouro, o deus máximo dos nórdicos, sendo a maioria das músicas do álbum centrada neste. Algumas músicas poderiam ser chamadas de hino, tendo pouco instrumental, mas para compensar uma letra envolvente e marcante, de acordo com o tema do álbum. O Manowar também não deixou a desejar no instrumental, onde não faltam solos incríveis e mesmo quando não a espaço para um grande show de Karl Logan, um acompanhamento muito bom. Destaque para as músicas Loki God of Fire (Filho de Odin! também é relacionado =P), Die for Metal (uma música bônus, muito boa) e Sleipnir. Uma coisa que também chama atenção é a facilidade em entender a letra das músicas. Quem gosta de Metal, ou de Mitologia Nórdica, vai gostar de Gods of War
Nota: 8,7

Megadeth - United Abominations



Gêneros: Thrash Metal
Formação: Vocal e Guitarra - Dave Mustaine; Guitarra - Glen Drover; Bateria - Shawn Drover; James LoMenzo - Baixo

Mais uma grande adição para o acervo Thrash dos fãs, United Abominations é um álbum muito bom. Abordando uma temática talvez crítica aos EUA (UNITED Abominations), músicas como Washington is Next! e Amerikhastan sugerem uma temática anti-guerra, como também a própria capa do álbum. As músicas apresentam guitarras realmente incríveis, característica do Megadeth, Glen Drover infelizmente saiu da banda, para ficar mais tempo com a família. Esperemos que seu substituto possa fazer um trabalho de nível igual ou ainda superior! Destaque para as músicas: A Tout Le Monde (Set me Free) (Que conta com a participação de Cristina Scabbia, do Lacuna Coil), Amerikhastan e Washington is Next!. Há também uma faixa bônus Out On the Tiles, sim, um cover de ninguém mais ninguém menos que Led Zeppelin, mas apenas para os japoneses. Resumindo, United Abominations é um grande álbum do Megadeth, todo fã deve ouvir, e pra quem não é, realmente uma boa apresentação para a banda (também recomendo pra quem gosta de uma boa crítica)
Nota: 9,5

Scorpions - Humanity, Hour I



Gêneros: Hard Rock; Heavy Metal
Formação: Klaus Meine - Vocal; Rudolf Schenker - Guitarra; Matthias Jabs - Guitarra; James Kottak - Bateria; Pawel Maciwoda - Baixo

Com mais de 40 anos de carreira, os Scorpions continuam a fazer o bom e velho Hard Rock (é engraçado como a voz do Klaus nunca muda). Humanity, Hour I é um dos álbuns que mais escuto da primeira banda de hard rock. O tema do álbum é como o título sugere, a humanidade, destacado pelas músicas Humanity, The Game Of Life e Hour I. Matthias Jabs e Rudolf Schenker continuam ótimos guitarristas, apoiados pelos ''cozinheiros'' da banda, James e Pawel. Resumindo, um ótimo instrumental. Dou destaque para as músicas You´re Lovin´ Me To Death, Humanity e Love Will Keep Us Alive. Faixas bônus: versões editadas de Humanity e Love Will Keep Us Alive, e uma outra chamada Cold. Houveram muitos convidados para produzir o álbum, e aqui vão eles: Billy Corgan: Vocais em "The Cross"; Eric Bazilian: Guitarras em "Love Will Keep Us Alive"; John 5: Guitarras em "Hour I"; Russ Irwin: Piano em "The Future Never Dies". Eric Bazilian também participou da composição de várias músicas.
Também um ótimo álbum

Nota: 9,5

Ouçam Todos! Keep Rocking




Hail amigos headbangers! Estamos inaugurando esse blog que tratará de rock em geral, especialmente heavy metal. Anteriormente, tínhamos nosso endereço no blog UOL, agora nos mudamos para o Blogspot.

Para iniciar, combinei com meus amigos de blog (Sieg, Sucry e Matheus) fazermos pequenos reviews sobre os realeses mais importantes do hard rock / metal entre 2007 e início de 2008. Portanto, dou início ao blog com as 3 bandas a mim incubidas: André Matos solo, HIM e Sonata Arctica.


André Matos – Time to Be Free (2007)

Gênero: Power Metal

Formação do CD: André Matos (voz e piano), Andre Hernandes e Hugo Mariutti (guitarras), Luís Mariutti (baixo), Rafael Rosa (bateria) e Fábio Ribeiro (teclado)

Recém-saído do Shaaman, André Matos monta sua banda solo com os irmãos Mariutti e lança esse álbum que serve como uma “compilação” de todo o que já fez em sua carreira.
Não, não se trata de uma coletânea. Em suas novas canções, André Matos buscou fazer referências a todos seus melhores momentos ao longo da carreira.
A dupla de guitarras bem entrosadas relembra Angra, e é um dos pontos altos do CD. O timbre de voz característico de André Matos também chama atenção. Mas, para mim, a maior qualidade do álbum está nos arranjos de teclado. André sempre se destacou nos arranjos influenciados em clássico, que fez pelas bandas em que passou, e aqui não é diferente. Essa adição faz o CD soar mais forte e grandioso. Destaque para Letting Go, Remember Why e Endeavour.
Vale também lembrar que A New Moonlight trata-se de uma releitura de ‘Moonlight”, que André Matos gravou à época de Viper. Resumindo: Time to Be Free é um CD relevante e agradável para quem é fã do bom e velho metal melódico. Nota: 8,5

HIM – Venus Doom (2007)

Gênero: Love Metal / Metal Alternativo (?)

Formação: Ville Valo (voz), Mikko Lindeström (guitar.), Mikko Migé (baixo), Janne Burton (teclado) e Gas Lipstick (bateria)

HIM é uma daquelas bandas que se ama ou se odeia. Trata-se de uma banda inclassificável conhecida por misturar heavy metal, ao estilo Black Sabbath com Ozzy, com melodias simples e grudentas que variam do pop ao gótico. Em seu último CD, eles resolveram ampliar a “complexidade musical”, fazendo longas incursões instrumentais, amparadas no doom metal e nos solos da guitarra pesada e marcante de Mikko Lindeström.
Destaque para as faixas The Kiss of Dawn, Passion’s Killing Floor e a longa Sleepwalking Past Hope.Detalhe: com o sucesso deste e do álbum anterior (Dark Light) na Europa e nos EUA, HIM se consolida merecida como a banda mais bem sucedida da Finlândia.Venus Doom é um bom álbum, especialmente pelo grande aproveitamento de seu guitarrista. No entanto, embora haja o upgrade no peso (não tanto, mas há) e nas melodias mais longas da banda, esse CD tem seu brilho apagado ao se comparar com os melhores momentos criativos do HIM, como em Razorblade Romance. Nota: 8,0

Sonata Arctica - Unia (2007)
Gênero: Power Metal
Formação do CD: Tony Kakko (v), Jani Liimantainen (g), Henrik Klingerberg (t), Markko Paasikoski (baixo), Tommy Portimmo (bat.)

Em seu quinto álbum de estúdio, podemos afirmar que Sonata Arctica definiu seu estilo próprio. No entanto, esse álbum deixou a mim e a muitos fãs meio descontentes. Ao contrário da opinião de alguns, Unia é um bom CD para mim. Mas não chegou a chamar minha atenção pela falta de peso e de algo mais nas melodias. O novo trabalho do Sonata apresenta um som mais denso, meio sombrio. A velocidade que era talvez a principal característica da banda, foi deixada de lado. As composições estão mais suaves, e muitas das faixas são baladas. Mas o som não foi simplificado a ponto de ser do tipo feito para agradar modistas. É difícil destacar músicas do álbum, já que nenhuma delas me agradou muito. Mas, elegendo minhas preferidas, eu escolho For the Sake of Revenge e Paid in Full. Concluindo, Sonata Arctica, em Unia, agiu de maneira ousada, no intuito de definir seu som único (caminho que já vinha tomando desde Winterheart's Guild). Pelo visto, eles se enjoaram dos excessos do metal melódico e tentaram algo diferente, como muitas bandas que recebiam esse rótulo vem fazendo. A idéia principal foi interessante, porém espero que o próximo álbum traga algo mais de peso ... ou ao menos melodias mais "grudentas". Nota - 7,0


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