Amanhã trago alguma novidade legal para vocês =D

Formação: Ozzy Osbourne (vocal), Zakk Wylde (guitarra e teclados), Rob Nicholson (baixo) e Mike Bordin (bateria)
Ozzy depois de 6 anos sem músicas inéditas, lança Black Rain, que assustou os fãs headbangers mais hardcore. O som feito pela banda de Ozzy está mais pesado e moderno, com direito inclusive a influência de rock industrial, que gera algumas passagens de efeitos eletrônicos (muito bem utilizados). A guitarra de Zakk Wylde e o conjunto do som lembram Black Label Society (banda de Zakk). Além disso, o guitarrista não só explora suas habilidades na guitarra, como também utiliza-se de teclado e piano em vários momentos das músicas, incluindo solos de teclado que substituem os de guitarra.
Destaque para as pesadas Not Going Away, I Don’t Want Stop e Black Rain (as 3 primeiras músicas do album). E as baladas Lay Your World On Me e Here For You.
No geral, a modernização apresentada no álbum agrada, e Ozzy soube modernizar sua carreira solo sem com isso se perder e lançar um disco direcionado aos fãs modinha “mamãe quero ser metaleiro”. Que bom seria que Black Rain servisse de lição para as bandas moderninhas que aparecem na MTV. Nota: 8,0
Rush – Snakes and Arrows (2007)
Gênero: Rock Progressivo / Hard Rock / Rock
Formação: Geddy Lee (vocal, baixo e teclado), Alex Lifeson (guitarra e violão) e Neil Peart (bateria)
Rush é uma das maiores bandas da história do rock. Em seu novo CD, eles procuram uma abordagem mais “rock” e menos progressiva, característica essa última que tornou o Rush uma das bandas mais influentes e respeitadas.
Todo o álbum é bem equilibrado e agradável, com grande uso de violão e o uso razoável de teclado.
As melhores músicas do álbum são as instrumentais, como“The Main Monkey Business” e “Malignant Narcissism”, ambas remetem o lado mais progressivo da banda. A faixa “Hope” é outro instrumental bem interessante, onde o violão toma um papel principal.
Dentre as músicas cantadas, a mais atrativa para mim foi “Spindrift” (com um clima meio sombrio em algumas passagens do instrumental).
Álbum que pode decepcionar um pouquinho aqueles esperavam alguma coisa mais prog, mas que não vai deixar de agradar os fãs de um rock bem feito e bem tocado. Nota: 7,5
Nightwish – Dark Passion Play (2007)

Gênero: Symphonic Power Metal
Formação: Anette Olzon (vocalista), Emppu Vuorinen (guitarra), Marco Hietala (baixista e vocalista), Toumas Holopainen (teclados e piano) e Jukka Nevalainen (bateria)
Quando uma banda underground torna-se mainstream, há sempre aquele receio de que, no intuito de atingir um público maior, a banda siga caminhos mais pop e enquadrados na moda musical atual.
Esse medo não se confirmou com o Nightwish. A banda de filandeses soube bem usar o dinheiro que ganhou nos álbuns anteriores e investiu pesado na produção desse aqui, contratando (como no anterior Once) a London Philarmonic Orchestra e Metro Voice Choir (coral).
Outro ponto que preocupava (ou ainda preocupa) os fãs era a mudança de vocalista. Tarja Turunen, de voz operística, foi substituída por Anette Olzon, de voz de apelo mais pop. Cada qual tem sua preferência, mas de fato a mudança funcionou bem no álbum. Aliás, Dark Passion Play funciona muito bem.
A Orquestra Filarmônica de Londres (aparentemente completa, ou quase) faz uma participação impecável no álbum, dando o clima épico e dramático às músicas. O coral também foi muito bem aplicado, especialmente na primeira faixa, “The Poet and The Pendulum” (o ponto alto do álbum, do ponto de vista da musicalidade).
Outras faixas que chamam atenção são “Amaranth”, “Bye Bye Beautiful”, “Candence of Her Last Breathe”, “Whoever Brings The Night” e “The Islander” (essa última um meio folk pop rock).
Por outro lado, a faixa mais interessante e inesperada é “Master Passion Greed”, música mais pesada do Nightwish, com influência no thrash metal e vocais rasgados de Marco Hietala.
Individualmente, os membros da banda não impressionam (com exceção do tecladista Toumas Holopainen). Mas juntos, todos os membros soam muito bem, como se fossem integrantes de uma orquestra. E nesse álbum de fato o são.
Vale a pena ouvir, fã de metal (mente aberta) ou não. Nota: 9,5
Helloween – Gambling with the Devil (2007)

Gênero: Power Metal
Formação: Andi Deris (vocal), Michael Weikath e Sascha Gerstner (guitarras), Markus Grosskopf (baixo) e Dani Löble (bateria)
Gambling with the Devil é o típico álbum de alto nível do Helloween. Power Metal muito bem feito, melódico, com duelos de guitarra e tudo mais. E por falar em melódico, esse CD aqui traz um uso bem maior de teclado do que geralmente se utiliza a banda.
Além disso, Helloween explora muito bem seu lado mais pesado e agressivo em “Kill It”, faixa na qual Andi Deris usa bastante a sua garganta.
As demais faixas Power Metal que se destacam (só que menos agressivas) são “The Saints”, “Paint A New World” e “The Bells of The Seven Hells”.
Não falta também aquelas músicas mais hard rock (“I.M.E.”) “happy metal, happy Helloween” (“Can Do It”).
Para fãs de Helloween e metal melódico. Nota: 9,0
Saxon – The Inner Sanctum (2007)
Gênero: Heavy / Power Metal
Formação: Biff Byford (vocal), Paul Quinn e Doug Scarret (guitarras), Nibbs Carter (baixo) e Nigel Glockler (bateria e teclados)
Outro dia eu estava olhando os lançamentos heavy metal de 2007 e me dei conta que eu havia me esquecido do novo álbum do Saxon! Pois bem, encontrei-o no Rádio UOL (é, qualidade de som baixa, mas dá para ouvir legal) e aqui venho comentá-lo.
A princípio, nas 3 primeiras músicas, The Inner Sanctum deve espantar quem só conhece a fase anos 80 da banda. É o meu caso. Não sei exatamente quanto e por quanto tempo se deu essa mudança no som da banda. Nos anos 80 eles variavam do que chamo de “metal rock n’ roll” para um heavy metal mais rápido e agressivo. Hoje eles não só tocam Heavy Metal mais tradicional, como também passaram a fazer Power Metal (State of Grace, Need For Speed e Let Me Feel The Power, Atila the Hun), o estilo mais popular entre headbangers atualmente.
Por outro lado, as demais músicas trazem um estilo mais semelhante ao Saxon antigo, como I Have to Rock (to Stay Alive), If I Was You e Going Nowhere Fast.
Saxon soube bem conciliar o Heavy Metal Clássico ao Power Metal. Vale a pena ouvir. Nota: 8,5
X Japan – I.V. (2008)
Gênero: Heavy Metal
Formação: Toshi (vocal), Pata (guitarra), Heath (baixo) e Yoshiki (bateria e piano)
I.V. trata-se de um single virtual, e não de um álbum ou EP. O single conta com uma única música, que dá título ao realease, e foi realizada na volta do X Japan à ativa depois de 10 anos. A nova música foi utilizada como encerramento para o filme Jogos Mortais 4.
I.V. inicia-se com vozes retiradas do filme, e logo em seguida um dedilhado piano com velocidade crescente dá o clima à introdução. A banda entra, acompanhada por orquestrações, e logo chama atenção por estar mais pesada que o convencional para o X.
Até praticamente metade da música, I.V. trata-se de um metal moderno, com ritmo menos acelerado. No entanto, mais adiante a orquestra de fundo ganha dramaticidade, a música ganha mais emoção e logo temos uma balada característica do X Japan. Também há a presença do piano bem elaborado e arpejado de Yoshiki.
A música só deixa a desejar no solo de guitarra. Foram usadas para o solo antigas gravações de guitarra cheia de efeitos do falecido hide (membro do X Japan) que soam meio sem nexo com relação ao resto da música. Inclusive, a base pesada em algum momentos sobrepõe a guitarra solo. Nota: 9,0
Comentem!
Um comentário:
keep the reviews coming! mto boas as suas, keria fazer reviews como vc xD
e ouvirei todos os albuns em seu devido tempo \o
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